Empresa Neoenergia fecha unidade de atendimento ao publico em Afogados da Ingazeira

O fechamento da loja física da Neoenergia em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, já começa a trazer reflexos negativos para a população local e das cidades vizinhas. Um espaço que antes resolvia demandas complexas na hora, como negociações de débito, pedidos de ligação, emissão de segunda via de contas e atendimentos presenciais  agora está com as portas fechadas, o prédio à venda, e a população sem suporte real.

 O que muda na prática?

Com o encerramento das atividades da loja da Neoenergia, restaram apenas dois pontos de atendimento alternativos no comércio local, um na Rua 15 de Novembro e outro na Rua 7 de Setembro. Mas até agora, nenhum deles tem sistema ativo ou pessoal treinado para prestar atendimento completo. A única funcionalidade disponível, por enquanto, é o pagamento da conta de luz.

Serviços essenciais, como religação de energia, atualização cadastral e resolução de pendências, agora podem levar até três dias úteis, o que compromete o bem-estar de milhares de consumidores que antes eram atendidos com agilidade.

 E o motivo?

A Neoenergia, uma das gigantes do setor elétrico brasileiro, alegou corte de custos operacionais como justificativa para o fechamento. Um argumento que soa contraditório diante dos bilhões em lucros que a empresa registra anualmente. E o que mais revolta: a decisão foi tomada sem diálogo com os moradores e sem preparo das novas estruturas de atendimento.

Uma mudança que gera indignação

O que era resolvido de forma simples e rápida agora se transformou em dor de cabeça. Além do transtorno, o fechamento representa um retrocesso no acesso a direitos básicos, especialmente para quem não tem acesso à internet ou enfrenta dificuldades com atendimento digital.

No momento da reportagem, foi possível registrar até mesmo equipamentos ainda dentro do prédio da antiga loja, indicando que a retirada nem sequer foi concluída. Ou seja, tudo aconteceu de forma abrupta e sem planejamento visível.

 A população pergunta: para onde vai tanto lucro?

O que se vê é uma empresa que cresce em arrecadação, mas encolhe na prestação de serviços. Em tempos onde a humanização do atendimento deveria ser prioridade, a Neoenergia opta por enxugar a estrutura e deixar a população no escuro,  literalmente e figurativamente.

Conclusão

população de Afogados e região merece respeito e um serviço digno de uma empresa do porte da Neoenergia. Cortar atendimento presencial sem garantir uma alternativa funcional é desrespeito  com quem paga a conta e com quem depende do serviço.

A pergunta continua no ar:
Até quando empresas gigantes vão seguir economizando às custas da dignidade dos consumidores?

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