Os meses de março a agosto marcam em Pernambuco o período de sazonalidade de doenças respiratórias. Na sexta-feira passada, o Governo do Estado abriu mais 10 leitos leitos de UTI Neonatal no Hospital da Mulher do Agreste (HMA), em Caruaru, no Agreste, e informou que 39 pacientes ainda aguardavam vaga em UTI pediátrica e um em UTI Neonatal, todos com diagnóstico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Em um cenário de cuidados redobrados, os profissionais de saúde reforçam a importância da vacinação contra a Covid-19 para dificultar a circulação do vírus e reduzir hospitalizações.
Alerta
“Nessa época do ano, as pessoas ficam mais em locais fechados, com pouca ventilação e mais próximas umas das outras. Isso facilita a transmissão não só do coronavírus, mas de outros como a influenza e o vírus sincicial respiratório (VSR). Hoje, a maioria dos casos é leve, mas ainda existem os graves, principalmente em idosos, pessoas com comorbidades, doenças crônicas e quem tem a imunidade baixa. As vacinas reduziram muito os internamentos e as formas graves, mas não zerou o risco”, alertou Cleiton Ramos, infectologista do Hospital Jayme da Fonte.
O médico também aproveitou para salientar a necessidade das doses de reforço para grupos considerados de risco.
“A proteção da vacina diminui com o tempo, principalmente contra a infecção. No entanto, as vacinas ainda continuam protegendo contra casos graves, reduzindo internações e mortes. Por isso, são recomendadas doses de reforço, principalmente para idosos e pessoas de risco. Quem já se vacinou pode precisar se vacinar novamente. A recomendação atual é de reforços periódicos para grupos prioritários (idosos, imunossuprimidos, profissionais de saúde). A população geral deve seguir as campanhas de atualização”, informou.
Dados
O Ministério da Saúde enviou na semana passada mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal. O total nos primeiros meses deste ano chega a 6,3 milhões.
As vacinas ofertadas pelo SUS são as mais atualizadas contra as cepas em circulação e seguem recomendadas de forma prioritária para os grupos mais vulneráveis.
“As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, observou Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.
A distribuição é feita pelo Ministério da Saúde diretamente às secretarias estaduais de saúde (SES), responsáveis pela logística de recebimento e distribuição das doses aos municípios.
Medidas como o uso de máscara, higienização correta das mãos e distanciamento de pessoas que tenham sintomas de gripe são recomendadas para evitar contrair o vírus.


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