Eduardo da Fonte vira peça-chave na disputa entre Raquel Lyra e João Campos

O tabuleiro político de Pernambuco começou a se mover com mais intensidade nas últimas semanas, e no centro dessa movimentação está o deputado federal Eduardo da Fonte. Presidente estadual do Progressistas (PP), ele se transformou em uma das peças mais disputadas na corrida eleitoral de 2026.

Oficialmente, o PP integra a base da governadora Raquel Lyra, e a tendência defendida pelo Palácio do Campo das Princesas é que Eduardo da Fonte seja o nome do partido para disputar o Senado em sua chapa. O gesto de aproximação já ocorreu em reuniões políticas recentes entre a governadora e o parlamentar, sinalizando a possibilidade de composição majoritária.

Nos bastidores, porém, o cenário está longe de estar resolvido. A pressão para que Eduardo da Fonte confirme logo sua posição tem provocado desgaste na relação política com o governo estadual. A governadora deseja uma definição rápida, enquanto o deputado prefere aguardar o momento político mais favorável antes de bater o martelo sobre o palanque de 2026.

Ao mesmo tempo, a disputa ganhou novos ingredientes após a operação da Polícia Federal que atingiu integrantes da família do ex-senador Fernando Bezerra Coelho e seu filho, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho. Miguel era apontado como um dos nomes cotados para disputar o Senado na chapa liderada pelo prefeito do Recife, João Campos.

O episódio abriu uma fissura no campo político de João Campos, onde já havia uma disputa interna por espaço na chapa majoritária. Além de Miguel Coelho, outros nomes também circulam como possíveis candidatos ao Senado no grupo socialista, ampliando a disputa por vagas.

Nesse cenário de incertezas, o PP comandado por Eduardo da Fonte ganha ainda mais peso. O partido controla uma estrutura política relevante no estado, com deputados, prefeitos e tempo de televisão, o que o transforma em um aliado estratégico tanto para Raquel Lyra quanto para João Campos.

Por enquanto, o Progressistas permanece formalmente no campo da governadora. Mas a demora de Eduardo da Fonte em anunciar sua decisão definitiva mantém o jogo aberto e alimenta especulações nos bastidores da política pernambucana.

Em um cenário onde duas vagas ao Senado estarão em disputa em 2026, a posição final do PP pode ser decisiva para definir o equilíbrio de forças entre governo e oposição.

Be the first to comment on "Eduardo da Fonte vira peça-chave na disputa entre Raquel Lyra e João Campos"

Leave a comment

Your email address will not be published.


*