Segundo o relator do processo, ministro Jhonatan de Jesus, ainda que nem todos os valores sejam provenientes diretamente do benefício, os indícios levantam suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de ganhos ilícitos.
Diante da gravidade dos dados, o TCU determinou que o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e o Banco Central apresentem, em até 90 dias, um plano de ação para identificar e reduzir movimentações financeiras consideradas atípicas entre beneficiários do Bolsa Família.
As informações apuradas também serão encaminhadas ao Coaf, à Receita Federal e ao Ministério Público Federal, para que sejam investigadas possíveis fraudes e o uso indevido de identidades.
O que já se sabe sobre o caso:
•21,9% das famílias beneficiárias tiveram contato com sites de apostas em janeiro de 2025;
•Apenas 4,4% dessas famílias foram responsáveis por 80% do valor total transferido;
•83,93% dos beneficiários declararam possuir outras fontes de renda, o que dificulta o rastreamento da origem dos recursos;
•A soma das rendas declaradas (R$ 13,73 bilhões) praticamente iguala o total de repasses do programa no mesmo período (R$ 13,70 bilhões).
O TCU segue acompanhando o caso e reforça que o objetivo é garantir a correta aplicação dos recursos públicos e evitar que o benefício social seja utilizado de forma indevida.
Fonte: Tribunal de Contas da União (TCU)

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